No panorama da música antiga, Rafael Bonavita é reconhecido internacionalmente como um dos valores mais sólidos e versáteis no âmbito dos instrumentos de corda dedilhada. Formado em países tão diversos como Uruguai (de onde é oriundo), Canadá ou Suiça, o interesse por assimilar e integrar diversos estilos e tendências tem sido um dos aspectos mais significativos da sua carreira. Intérprete rigoroso no que respeita à filologia histórica, Bonavita é, no entanto, um explorador de novas tendências de expressão, um heterodoxo e ao mesmo tempo um fiel tradutor das possibilidades dos instrumentos de cordas mais antigos.

Iniciou-se na guitarra clássica sob a orientação do mestre Álvaro Pierri, interessando-se mais tarde pelos instrumentos antigos. Estudou com Hopkinson Smith na Schola Cantorum Basilensis, onde obteve o diploma de solista em alaúde renascentista e barroco, tiorba, vihuela e guitarra barroca.

Desenvolve uma intensa actividade concertística e pedagógica na Europa, Ásia e América, colaborando assiduamente com maestros como Jordi Savall, Marc Minkowski ou Gabriel Garrido, sendo igualmente membro permanente do conjunto japonês “Anthonello”. Sempre com o objectivo de complementar e enriquecer a sua actividade principal, Bonavita aproxima-se com frequência de repertórios limítrofes, como a música medieval, a contemporânea ou com multimédia. Além das suas apresentações na rádio e televisão em diversos países, gravou para as editoras BIS, Harmonia Mundi, K617 , Pan Classics, Cookie and Bear, Enchiriadis, Alia Vox, Symphonia e Tactus, entre outras, recebendo significativas referências dos críticos especializados.

Como solista, o seu CD “Príncipe delle Muse”, dedicado à música para guitarra barroca de A. M. Bartolotti, tem sido amplamente elogiado pela crítica e pelo público. O seu 2º trabalho “Sanz-Murcia, Danças para guitarra barroca”, no qual se podem descobrir as raízes mais populares e extrovertidas do barroco hispânico, foi igualmente acolhido com grande entusiasmo pelos médias por abrir novas vias para a exploração desse repertório fascinante. Em 2007 surgiu a sua particular e inovadora visão do mundo da tiorba no disco “Música Moderna”, uma firme aposta para iniciar o ouvinte de hoje à vanguarda e ruptura vivida pelos criadores mais inovadores no pricípio do século XVII. O seu CD “Al Compás de la Vihuela” inclui versões renovadas dos vihuelistas do século XVI e composições da sua autoria. Em 2010 aparece o seu novo trabalho, com o poder e a magia do alaúde barroco e da música do genial compositor alemão: “Bach-Bonavita”.

“…las cuerdas que vibraron en el pasado, la poesía de sus ecos, nunca debieron dejar de sonar. Aspiro a ser un continuador, un prolongador… de su magia”

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